quarta-feira, 2 de abril de 2025

A Luta Silenciosa das Mães Corajosas

     

            

Elas tiveram seus filhos arrancados de seus braços, seus maridos foram levados a prisão ou desaparecidos no Rio da Prata.

E não ficaram de braços cruzados, foram lutar pelos seus filhos que a ditadura os vitimou e os desapareceu.

Enfrentaram um regime sanguinário, que oprimia que fosse de esquerda, ou seja, eram tidas como subversivas. Na Praça de Maio estavam as mães que enfrentaram os malditos sanguinários de um regime ditatorial, que oprimia, matava e roubava os filhos das mães da Praça de Maio.

O que elas reivindicavam era somente que devolvessem seus filhos, que foram tirados a força pelos' 'milicos', que são os militares sanguinários.

Mães tiveram seus filhos arrancados de seus ventres a sangre frio, e os próprios militares o apossavam destes bebês, enquanto suas mãezinhas eram mortas, porque supostamente eram tidas como terroristas subversivas.

As guerreiras mães conseguiram encontrar muitos desses filhos que foram arrancados a força.

As ''Mães da Praça de Maio'' eram corajosas, pois não tiveram medo de enfrentar um regime repressivo, onde qualquer coisa que fosse falado contra o regime serviria de provas contra elas, e iriam fatalmente presas e seriam mortas por seus algozes sanguinários.

Corajosas mães lutavam incansavelmente para buscar seus filhos e maridos que foram mortos e desaparecidos na Argentina, começaram a marchar na praça de Maio para chamar a atenção das autoridades a fim de saber onde estavam seus entes queridos.

''Mães corajosas'', jamais serão esquecidas pela sua incansável luta, hoje muitas já dormem, ainda sobraram outras poucas que estão na luta.

Não deixamos que este legado se perca pelo caminho, que nunca mais tenhamos ditaduras em nossa América, pois de igual maneira foram sanguinárias no Cone sul.

Enquanto viverem, marchem pela liberdade, e sejam corajosas como as mães da Praça de Maio, que lutaram contra seus desafetos em sua própria pátria.

Sejamos como as mães-corajosas, que em meio a um regime militar, deram voz na sua marcha incansável na Praça de Maio, Hebe de Bonafini, Azucena Villaflor, entre outras que fizeram parte das ''Mães da Praça de Maio''.

As mães da coragem, nunca irão deixar de lutar por seus direitos, os direitos de buscar e reaver seus filhos.

Que nunca mais um regime ditatorial possa nos tomar de refém em nossa própria pátria e fazerem pessoas inocentes pagarem com sangue.

Sejamos como as ''Mães corajosas'', que lutaram até mesmo em silêncio, para que pudessem ser ouvidas em seus lamentos de dor, porque tiveram seus parentes arrancados a força

Autora Lydia Dircksheneider



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